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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Memória



Leio e torno a ler as palavras da memória,
De hoje, de ontem, passado sem esquecer, 
Memória em mim, que de ti escrevo, 
Os braços abertos que te esperam, 
O desejo, o vazio, a tristeza, erros, 
Agora passado, há sombra da lua, 
Novo tempo que construímos, 
Vida nova em nós, que abertos esperamos, 
Estrelas cadentes que te incendeiam o olhar, 
Desejo que desponta, numa palavra soprada, 
Sopro de vidas que percorre teu corpo, 
E do nada o ontem é passado, 
A cada dia de novo, decidido, amado, 
Conquistado, a felicidade nasce em ti, 
Em mim, na palavra que vive, 
Soprada a cada batimento no peito, 
Num coração que se ama... 
Eu me amo, para te poder amar,
Eu me entrego, para que te possas dar, 
Eu palavra viva... Eu decisão... 
Eu que escolho ser... 
Sou feliz na espera, 
Para o reencontro, 
Poder escolher a cada dia,
Voltar a escolher-te a ti! 
Para memória dos teus dias! 

Alberto Cuddel

terça-feira, 1 de abril de 2014

Permite-me que te ajude....

Como me desiludem os “Homens”,
Mentalidade fechada e tacanha,
Fechados na sua formatação,
De centralizar o nós no seu umbigo,
Pondo todos à sua volta em perigo!

Fechados,
Amarrados,
A um tempo que não é o seu,
Refugiando-se na sua destruição,
Não vendo que seu problema, também é meu,
Não abrindo de par em par seu coração,
A um amigo, a um irmão,
Fechando-se escondendo a mão,
Para que não possa ser ajudado,

Com medo de ser julgado….


segunda-feira, 24 de março de 2014

Noite!

Solidão da noite,
Escuro e frio silêncio,
Quebrado pelo vento,
Trazendo memórias a Luz,
Truz, truz…
Vai-te discórdia,
Vai-te indecisão…
Percorro tábuas soltas da ponte,
Um ranger de sofrimento,
O frio, o vento,
O som do cata-vento,
Vai-te noite, solidão,
Afasta de mim o pensamento,
Agua gélida, tropeçando nas pedras,
Correr corre sem parar,
Ora depressa ou devagar,
Lá vai ela em direção ao mar!
Noite fria de solidão,

Deixou gelar meu … 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ano Novo


Nasce tímido e sombrio,
O Novo Ano encoberto,
Sem esperança no futuro,
Nos impondo o velho casmurro,

Novas e velhas medidas,
Que nos retiram a qualidade,
Da nossa já sofrida vida,
Ai tempos idos, ai saudade,
Dessa outra verdade,
Que oculta se esconde,
Da leviana vida que vive o Visconde…
Que do alto do seu pedestal,
Nossa vida desgoverna,
Como meros trocos na taberna,
Nos rouba o pão nos impostos e tal…
Pobre vida a nossa,
Que mansos e sem revolta acatamos,
Estes desgovernos mundanos,
Desses outros estrangeiros,
Que são verdadeiramente os seus Amos….