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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Entre o Dia e a Noite!

 
 
Entre o dia e a noite!
 
Noite esta que não desejei, ausente de mim,
Distante, na obscura luta da sobrevivência,
Noite de lúcidos pensamentos, divergentes,
Revoltantemente confusos, difusos no ser,
Entre o partir e o ficar, o sair a trabalhar,
Entre a espada e a parede, desejos sem rede,
Noites estas de incúria, desmedido sentir,
Vivendo o feitiço da lua, nula sorte a tua,
Eu na noite, tu no dia, apenas um olhar,
Um sentir a amarga saudade, que noite,
Noite da saudosa aurora, do dia, encontro,
O doce toque do beijo, o calor de tua pele,
O parar o tempo e ficar, entre a despedida,
E o doce e terno movimento do verbo amar!
 
Alberto Cuddel
 


sábado, 28 de fevereiro de 2015

Roubo, a intelectualidade perdida!


 
Estamos  intelectualmente falidos,
Dando, usurpando e partilhando,
Sem produzir conteúdo próprio!
Com medos e receios de nos darmos conhecer,
Por nossas palavras, sentimentos, ações e saber,
Sabendo que errado é o contrario de certo,
Fazendo de nossa vivência terrena um livro aberto,
Iluminando o negro sentir, deprimidas palavras!
Palavras soltas, atiradas, arremessadas num mural,
Minhas, tuas, sem copias, originalmente sentidas,
Fingindo sentir, o que a realidade obscura oculta!
Nisso já não tenho pudores, com as palavras brincando,
Me dando a conhecer, vou com outros sonhando,
Que com prosas e versos meu mundo vai mudando!
Alberto Cuddel
 
 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Advento


Vai-te espera,
Demorada és,
Preparada e pensada,
Afinal porque esperas?


Por uma palavra,
Uma ação,
Uma atitude,
Uma oração,
Um olhar,
Uma dadiva,
Espero-te a ti…

Que voltes habitar,
Que voltes a preencher,
Que voltes a inundar,
Todo o meu ser…

Espero,
Vivo vigilante,
Espero,
Vivo confiante,
Que possa voltar a nascer,
No negro e frio coração da humanidade….