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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Destino!


 
Sigo subindo, descendo alternando na vida,
Sem caminho ou rumo um apenas destino,
Correntes quentes, frias, volta ou uma ida,
Sóbrio, consciente, tentando manter o tino!
 
Como num balão, sigo dançando o humor,
Subindo e descendo, seguindo, dirigindo,
Rumo a um futuro certo, não um rumor,
Navego no ar da nossa vida construindo,
Mesmo no silêncio, mesmo no riso, navego,
Na dúvida, na desilusão, nunca me vergo!
 
Corres em mim, no seio do meu querer,
Vontades que reprimo, não quero ver,
Tempestades traiçoeiras das palavras,
Bonanças enganadoras das verdades,
São em mim apenas passado, saudades!
 
Suposta indefinição em mim segredada,
Por não existir caminho, apenas nada,
Mas sigo, qual timoneiro adormecido,
Navegando rumo ao nosso destino!
 
Fazendo meus, teus sonhos, meus desejos,
Entre fortes palavras, a doçura dos beijos!
 
Alberto Cuddel
25/05/2015 16:04

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Escondido em mim!




Perco-me na perspicácia da analise,
Conceitos individualistas do querer,
Nobres feitos heroicos agora realize,
Escrita perdida que tento esquecer!

Reclusão involuntária do pensamento,
Revolta solitária individualista perder,
Mutilação no olhar perdido o momento,
Enclausurado em mim para não ver!
Explosão idiota, eruditas soltas rimas,
Perdido na perceção caídas lagrimas,
Sonhos impostos individual vivência,
Ser pensante com imposta abstinência!

Vegetativo homem seguindo calado,
Ordens e desejos que vais emanando,
Silencio gritado que impondo o ditas,
Palavras, revoltas a não serem escritas!

Represento quieto o sonho abjeto,
Ser que procuras como um objeto,
Marioneta das tuas loucas vontades,
Perdido em mim nas loucas saudades!

Navego no mundo do virtual desejo,
Por minha vontade escrever o beijo,
Querer correr na cadeira sentado,
Querer sentar correndo a teu lado!

Assim conformado, desistindo de ser,
Vontade reprimida, restando escrever!

Alberto Cuddel

 

terça-feira, 24 de março de 2015

Ser Melhor!

Ser Melhor!


Pudesse eu sair a correr,
Por essas estradas da vida,
Chamar a cada um pelo nome,
Procurar-te a cada esquina,
Mostrar-te que só nada vales,
Que sozinho, não és ninguém,
Que só nos outros te realizas,
Que a felicidade não se encontra,
Não se procura, que se constrói!

Pudesse eu mostrar-te o Amor,
O quanto vale apenas viver,
Que não precisas sofrer,
Que juntos somos mais,
Que juntos somos melhores,
Que a caridade realiza,
Que a ajudar é amar!

Pudesse eu dar-me mais,
Pudesse eu ser mais,
Não bastam palavras,
Não bastam ideias,
É preciso sair, partir, realizar, fazer,
É preciso amar, alimentar, cuidar!

Que cada um de nós aceite ser,
Aceite crescer na humanidade,
Na sã e benigna solidariedade,
Que cada um de nós aceite o próximo como irmão!


Alberto Cuddel


domingo, 27 de abril de 2014

Estou farto de Ti,


Estou farto de viver!
Estou farto de comer!
Meu desejo puro e sóbrio, morrer!
Aspiro toda a perfeição do sono eterno,
Capacidade pura e simples do não movimento,
As trevas obstruem o meu pensamento,
Busco em Platão, a transcendência e lucidez,
Deslumbramento e capacidade,
De pura destruição,
Violência e altivez,
-MAR-
Procuro sentido do Perdoar!


Porto 12/11/1994

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

As ideias que nunca te direi,

Soltam-se palavras rodopiando,
Articulam-se frases fervilhando,
Aprisionadas no emaranhado dos neurónios,
Configurando enfadonhas teorias em binómios,
Pares opostos na eterna dicotomia,
Amor ou ódio, o bem ou o mal,
Mas que mal isso me fazia,
Palavras soltas retiradas de um jornal,
Pobres ideias, discursos ensaiados,
Repetidos e gritados ate à exaustão,
Aprisionados e querendo sair,
Desta caixa de cinza massa,
Querendo ver a luz do dia,
Transformarem-se em sons,
Em articuladas orações,
Para de novo serem aprisionadas,
Debatidas, escortinadas,
Ideias essas aprisionadas,

Querendo apenas ser palavra….

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Advento


Vai-te espera,
Demorada és,
Preparada e pensada,
Afinal porque esperas?


Por uma palavra,
Uma ação,
Uma atitude,
Uma oração,
Um olhar,
Uma dadiva,
Espero-te a ti…

Que voltes habitar,
Que voltes a preencher,
Que voltes a inundar,
Todo o meu ser…

Espero,
Vivo vigilante,
Espero,
Vivo confiante,
Que possa voltar a nascer,
No negro e frio coração da humanidade….