sábado, 31 de janeiro de 2015

Imobilidade na alma!

Assim estou quieto, 
Lá fora o vento,
Varrendo as ruas, 
Remexendo, 
Arrancando as velhas folhas, 
Paginas do passado, 
Num vai e vem assobiado, 
Relembro o ontem, o dito
O escrito, e o vento lá fora, 
E eu aqui aflito, 
A chuva, que violentamente, 
Num acto suicida, 
Atirasse continuamente contra a janela,
Há doce quietude, 
Calor que me envolve o ser!

Imobilidade, 
O corpo preguiçosamente recusa, 
Uma obediência pensada,
O ser retirado da cama, 
Há quietude, que preguiçosamente
Aqui me mantens, vitoriosa no teu querer!


Pula, sai, avança... 
A vida te espera, 
Deixa de ser criança, 
Mas... Por favor, 
A vida, perdesse,
Deixa de ser vida, 
Se quieta, definha, 
Que imóvel não cria, 
A vida é vida no movimento 
Perpétuo das palavras!

Acorda, levanta, vive a vida!

31/01/2015


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