sábado, 10 de janeiro de 2015

Lutar contra gigantes!


Na solidão da demanda,
Luto solitário contra gigantes,
Qual Adamastor ou moinhos de vento,
Luto contra gigantes ocultos no interior!

No humano interior escondidos,
Recalcados pela crua educação,
Alimentando-se de tabus, preconceitos,
Gigantes que te impedem de viver!

Busco forças no exercito alado,
No profundo oceano,
Num e outro lado,
Peço paciência, compreensão,
Mas para que?
Gigantes esses que te impedem de ver,
De ouvir, de sentir tua vida a fugir!

As forças vão faltando,
Desgasto pela solidão,
Desta batalha inglória,
Contra a trave do olho,
ruído surdo da multidão,
O pensar pela razão!

Solitária demanda esta,
Sem um fim a vista,
Sem que ninguém se magoe,
Em que ou morro eu,
Ou morrerá a besta!

Alberto Cuddel
10/01/2015
Palavras Desconexas – 63

 




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