quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Olhar,

Nesse mar onde me perco,
Nas lágrimas que fiz brotar,
A profundidade do ser,
Onde vejo teu sonho,
Onde me vejo amar,
Vejo tua alma por dentro,
No puro e cristalino olhar,
Espelho de meu rosto,
Gravado no prazer de ver,
De sentir, de ser amado,
Tudo isso vejo, ao olhar-te deste lado,
Na profundidade do mar,
Que transbordou, assim estou,
Olhando, teus olhos,
Implorando, para que o teu olhar,
O meu encontre, na verdade da saudade,
Onde meu erro os fez jorrar
Lágrimas absurdas, por quem não te merece,
E mesmo assim na tristeza do sentir,
De mim, no teu mar, meu olhar padece,
Sofrimento atroz, no sentir diário,
Onde foi, porque fui, podendo fugir,
Olhar esse que agora me encanta,
Nó na garganta que me impedia de gritar,
A verdade que em meu peito guardava,
Que agora foi descortinada,
Como um farol surgido do espesso nevoeiro,
Onde no varandim esguio gritou o faroleiro,
Declamando escrita a verdade da ilusão constatada,
Agora conhecida, agora perdoada,
Possa agora repousar, na certeza de em teu olhar,
Possa agora finalmente ver espelhada a vontade de te Amar!

Alberto Cuddel
14/01/2015

Palavras Desconexas -65



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